18.07.2013

Desafiando a genética

A  especialista em exercício físico e consultora em bem-viver  Carla Lubisco falou para a revista Corpo e Corpo sobre como podemos desafiar a genética em busca de melhores resultados para o nosso corpo. Confira um material inédito sobre esse tema preparado pela profissional aqui: 

Até que ponto a genética determina o nosso sucesso ou o fracasso na musculação?

A genética é um fator importante para todo tipo de treinamento. Todos nós nascemos com um biótipo, que é o tipo biológico de cada pessoa. É a natureza e temos que respeitar. Mas, podemos sublinhar isso, melhorar, atenuar e  adquirir um melhor equilíbrio das formas.

O mais importante é que a pessoa saiba exatamente o que ela quer, procure um especialista e estabeleça metas possíveis de serem atingidas de acordo com o seu tipo físico.

O treino individualizado, focado na realidade do aluno é fundamental para isso, bem como  a alimentação.

É possível vencer a genética fazendo alguns ajustes no treino?

Com certeza podemos desafiar a genética através de um treino individualizado, alimentação adequada para cada objetivo e muita disciplina.

Existem 3 tipos básicos de formas e cada pessoa pode ser predominância de uma ou outra. E, para cada um desses tipos, existe um perfil de exercícios físicos que deve ser indicado caso a pessoa esteja em busca de uma maior harmonia das suas formas.

Ectomorfo: É a pessoa que tem uma estrutura óssea maior, os músculos pouco definidos e baixo estoque de gordura no corpo. Se estiver em busca de um melhor equilíbrio do seu corpo, a pessoa pode seguir um treino com predominância de musculatura, força e resistência. Isso vai ajudá-la a definir melhor os músculos. Fazer o aeróbio também, porque é importante para trabalhar o sistema cardiorrespiratório, mas priorizando a musculação.

Endoformo: Predominância de gordura e maior dificuldade para queimá-la. São as pessoas geralmente mais arredondadas e com pouca massa muscular. Se o objetivo é emagrecer e delinear melhor o corpo, o programa deve privilegiar o treino aeróbio, com atividades como o natação, caminhada e bicicleta. E a alimentação deve estar alinhada com esse objetivo. Já a musculação também deve ser feita, pois a musculatura está diretamente ligada com a aceleração do metabolismo, e também ajuda a queimar calorias.

Mesomorfo: Indivíduo que tem mais facilidade em ganhar massa muscular. Nesse caso, como essa já é uma predominância no seu corpo, ele pode optar pelos exercícios funcionais, que simulem os movimentos básicos realizados no dia a dia pelas pessoas, como avançar, agachar, abaixar, girar, puxar, empurrar e levantar. Outra alternativa é realizar exercícios em isometria, usando apenas o peso do corpo.

Quais são os prejuízos de fazer um treino generalista e não focado para as necessidades daquela pessoa?

Um indivíduo com poucos músculos, mas interessado em ganhar massa muscular, não pode ingerir menos proteína do que a nutricionista preescreveu, senão não vai conseguir atingir o seu objetivo. E o seu treino deve privilegiar treinamento de força, e não corrida, por exemplo. Isso, claro, se a pessoa tem um objetivo claro de ficar com músculos melhor definidos.

Então, em um treino generalista, o biotipo da pessoa acaba não sendo levado em conta. Consequentemente, os resultados não aparecem e a pessoa se frustra. O sucesso ou o insucesso depende de uma prescrição adequada de exercícios físicos e da alimentação. É preciso trabalhar com a realidade do biotipo, mas, ao mesmo tempo, sabendo que é possível melhorar.

O ideal é que um programa de treinamento seja o mais completo possível, trabalhando todas as valências físicas e mesclando exercícios aeróbios, de força, respiração, alongamento etc. Mas, dependendo do biotipo, da faixa etária e do objetivo do aluno, é importante que haja uma predominância de determinada atividade.

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